Maldita inquietação. Tenho que fugir, não sei pra onde.Tenho que fugir pra qualquer lugar, pra todos os lugares, pra fora da minha cabeça. E desatar esse emaranhado de nós que eu mesmo crio pra ocupar o tempo. Pra não pensar em fugir. Pra não pensar. Porque, pensando, eu sei que pra me acalmar, tenho que fugir pra você.
Este espaço destina-se à exposição de idéias de um grupo sempre insatisfeito, não com as coisas que costumam satisfazer pessoas comuns: dinheiro, fama, poder ou sucesso. Somos pessoas insatisfeitas com o pouco amor ou com a falta dele, com o ódio, a indiferença, a falta de ética. Claro, nada é perfeito. Vivemos em eterna contradição, mas tentamos sempre fugir. Fugir do conformismo. Expor nossas idéias serve como catarse mesmo. Nos purificamos, nos livramos um pouco de pesos, deixamos pras pessoas nossas aflições e também porque não a alegria? Depende de momentos.Cultuamos a "melancolia reflexiva", aquela que nos deixa em um estado que parece tristeza, mas nos abre os olhos para coisas que as pessoas nas ruas não param pra pensar. "Melancolia reflexiva" que nos faz ver o mundo de uma forma mais profunda e humana.Eterna antítese, nossa melancolia e alegria em catarse.VIVA A CATARSE COLETIVA!
Ao final do dia, revejam o que aconteceu nele, o que deu errado, o que deu certo e o que não deu em nada. Ou melhor, não façam isso, pois vocês verão que o saldo ficou negativo na maioria dos dias, então deixem isso pra lá, libertem suas almas e sejam felizes!
Ah! Dêem-me o céu nublado! É tão mais belo do que azul. Falem a ela que eu a amo, E façam dos raios meus aliados!
Digam que eu não consegui Expressar o que eu sentia. Expliquem ao meu coração Que não há chances, eu perdi.
Sábado, Maio 12, 2007
Eterna contradição que me guia O pensar, o ser e o agir Como é instável e sensível a relação entre eles Ora, amigos dispostos a morrer uns pelos outros Ora, inimigos sedentos pela destruição um do outro E a ética? A ética é muito valorizada pelo pensar está enraigada no ser mas parece às vezes ser podada no agir Sim, porque por mais que necessariamente eu não faça algo de antiético por mais que tente manter uma conduta correta, porém sem ser o bastião da moral De nada isso vale se consigo deitar minha cabeça preocupada com as futilidades mais atuais Enquanto pessoas de verdade, com dores de verdade e todas as razões para maldizer os céus levam sua vida de dificuldades enfrentando cada dia a batalha externa e principalmente interna da vida E eu, não faço nada...só sigo uma rotina quase que robótica...que tem objetivos sim, mas que no final pode acabar não levando pra lugar nenhum Pensar é bom e mostra caráter Ser é bom e mostra sinceridade Mas o agir é sempre influenciado pelos pequenos e grandes conflitos cotidianos
“I like listening to Thom Yorke from Radiohead. That’s good sexy-time music.”
É, dessa vez eu concordo com a Christina Aguilera...
Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007
localize o corpo, veja a diferença entre tudo e você. onde podem haver círculos amarelos de fundo preto que não representam absolutamente nada. como a fulga incerta da modulra solitária. identificação com o simples ato estúpido de pensar. ferramentas utéis por mim inutilizadas. no marasmo do meio do mundo, encornetando fissuras da alma em um pedaço da casa. no céu de outra pessoa.
muito das sobras.
por onde começar o reinvento? não sei, mas hei de achá-lo. tenho dois minutos e vinte e um segundos pra mudar as direções.
escuridões em noroeste sem fim.
acho que não é por aqui.
sobre a louça suja, na barra da vertigem eu vejo por onde é. mais ou menos.
to começando a achar esse maldito sentido.
diabo de louça que precisa ser lavada a cada passagem.
a vertigem se estabiliza no ato de endireitar as costas.
o reflexo da vida sobe pelas fatias de humanidade que ainda restam no ar. suplicando por um suporte no meio da fumaça emburrecida, sufocante que impregna nossas peles e almas. e finalmente, ainda que meio atordoados, conseguimos ver através dela. e se entregar num abraço gratificante e honroso de esperança. pura esperança em nós mesmo. e em tudo que há além.